“Se a vida tá te batendo tanto,
é porque tu aguenta,
é porque tu é forte.”
“E tem hora em que você pensa: “Que porra é essa que está acontecendo comigo?”
“Eu não gosto nunca de nada e gostei tanto de você.”
“Ei, amor, não quer virar plural comigo?”
“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”
“Meu anjo fala gírias, simplifica palavras, faz besteiras, sente medo, sonha. Meu anjo não tem asas, mas me faz voar. Meu anjo não é perfeito, mas foi feito para mim.”
“Eu não tinha muito a oferecer, eu sei… Mas tudo o que eu tinha, era seu.”
“Você poderia vir. Não importa o tempo que demorasse para chegar, ou o meio que utilizasse, você apenas poderia se fazer presente aqui. Você poderia tocar na campainha, ou então entrar sem permissão e me fazer sua. É indiferente. Você poderia entrar na minha casa e conversar bastante comigo, me perguntar como estou e como foi meu dia, seguir o roteiro. Ou poderia simplesmente ficar em silêncio, me olhando. Você poderia me beijar apaixonadamente e falar coisas românticas, ou olhar para mim de forma sensual e sorrir. Indiferente também. Teria o mesmo efeito. Você poderia fazer amor comigo, de forma leve, desapertar os botões de forma ordenada e me beijar suavemente, ou poderia fazê-lo de uma forma mais repentina e violenta, e simplesmente não se importar com botões saídos e se eu ficaria com algumas marcas. Ou então você poderia simplesmente sentar do meu lado, me dar a mão e assistir aquele filme que você tinha prometido assistir junto comigo. Embora não gostasse. Você poderia ficar até à noite e só ir embora no dia seguinte, talvez atrasado para trabalhar. Você poderia fazer o que quisesse. A forma como o faria não me importa. Desde que você estivesse aqui. Bastaria isso. Só você, e o resto, é isso mesmo, só o resto.”
— Shami (Oi Sou Muito Ciumenta)